Trabalho técnico da Arpe conquista Top 10 nacional e reforça inovação na qualidade da água
O trabalho técnico “Regulação por Exposição e Ferramentas de Business Intelligence Aplicadas à Qualidade da Água”, de autoria do analista Rodrigo de Melo, garantiu à Agência de Regulação de Pernambuco um lugar de destaque no cenário nacional. A pesquisa conquistou posição no Top 10 entre mais de 300 produções inscritas. O reconhecimento ganha ainda mais relevância pelo fato de a Arpe ser a única agência do Nordeste a integrar o ranking, reforçando o avanço e a capacidade de inovação.
A regulação por exposição utiliza indicadores de desempenho e ferramentas de análise de dados para acompanhar, de forma transparente, a qualidade dos serviços prestados à população. Nesse contexto, o estudo pernambucano apresenta um sistema de monitoramento criado para avaliar a água destinada ao consumo humano.
“Buscamos criar um instrumento que fortalecesse o acompanhamento do serviço e desse mais clareza ao que é entregue à população. O reconhecimento mostra que estamos avançando no caminho certo, com práticas modernas e orientadas por evidências”, afirma Rodrigo de Melo.
A iniciativa, que também tem coautoria de Jane Maia, Cícero Macêdo, Emanuele Gomes e Rafael Lima, que integram a Coordenadoria de Saneamento, reúne informações por meio de um processo de coleta, organização e tratamento de dados (ETL), realizado com o apoio do Microsoft Power BI®. A plataforma permite montar painéis visuais (dashboards) que facilitam a leitura dos resultados e ampliam a transparência das informações.
Com esses recursos, é possível analisar a água tanto nos pontos de produção quanto na rede de distribuição, utilizando gráficos e indicadores que mostram o nível de eficiência e eficácia do serviço. O painel também oferece ferramentas como relatórios de desempenho e opção de download dos dados, permitindo que usuários e demais interessados acompanhem os resultados de maneira direta e acessível.
Além disso, o conjunto possibilita comparar o desempenho das Estações de Tratamento de Água (ETAs) com as metas previstas em contratos e nos Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB). Quando algum indicador fica abaixo do esperado, a tecnologia ajuda a direcionar as fiscalizações de forma mais rápida e precisa.
Marcílio Albuquerque