Em encontro no Recife, Arpe discute avanços no mercado de gás e transição energética
O Recife foi palco, nesta sexta-feira (8), de um encontro para discutir os avanços e desafios do gás natural e do biometano, dentro do processo de transição energética no país. Em seminário no Expo Center, localizado no bairro de São José, na área central da Capital, especialistas das áreas pública e privada, além de autoridades do setor, debateram sobre a importância dos componentes como agentes essenciais para mitigar as mudanças climáticas e promover a sustentabilidade. A Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), que atua junto ao serviço de gás canalizado em todo o estado, marcou presença no evento, lançando luz sobre a relevância do assunto para o desenvolvimento.
“O gás natural e o biometano têm papéis complementares a desempenhar na transição energética. Enquanto o gás natural pode servir como uma solução intermediária para garantir a estabilidade da oferta de energia e reduzir as emissões em relação a outras fontes fósseis, o biometano oferece uma alternativa renovável e de baixo carbono, que pode se integrar perfeitamente à matriz energética do país”, ressaltou o diretor de Regulação Econômico-Financeira da Arpe, Frederico Maranhão, que integrou a abertura. O gestor também é vice-presidente Nordeste da Associação Brasileira de Agências Reguladoras (ABAR).
A agenda foi promovida pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), em conjunto com a Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, reforçou a relevância do estado como polo estratégico, capaz de impactar a economia do Brasil. “Estamos trabalhando intensamente neste propósito, ao entender que o mundo demanda investimentos em uma transição energética sustentável. E não há lugar melhor para isso do que a nossa terra, onde dispomos de estabilidade, segurança jurídica e condições geográficas e naturais ideais”, disse.
A comitiva da Arpe contou, ainda, com a diretora Técnico Operacional, Roberta Machado; o coordenador de Energia e Gás Canalizado, Alexandre Almeida; a coordenadora de Tarifas, Sheila Messias; assim como, os analistas de regulação, Amanda Farias, Ernesto Lacerda, Adriano Santana e Marta Rejane. Conforme o setor, a implementação do mercado livre pode representar uma revolução na instâncias energética, oferecendo benefícios para consumidores, empresas e a economia local. Ainda compuseram a mesa inicial, o diretor-presidente da Copergás, Felipe Valença; o presidente do Conselho de Administração da Abegás, Luiz Gavazza; e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti.
Sendo uma temática que integra o planejamento estratégico da Arpe, a transição energética é um processo que bate à porta. O mercado livre de gás no Brasil, incluindo o estado de Pernambuco, é uma tendência crescente impulsionada pelo avanço e liberalização do setor de gás natural no país. Esta abertura pode permitir, mais adiante, que consumidores possam escolher seus fornecedores e negociem diretamente os preços e condições de fornecimento, foi um passo valoroso neste caminho.
A Lei nº 14.993, de 8 de outubro de 2024, também conhecida como Lei do Combustível do Futuro, foi um ganho importante. Entre outros pontos, o instrumento dispõe sobre a promoção da mobilidade sustentável de baixo carbono e a captura e a estocagem geológica de dióxido de carbono. Nesta esteira, institui o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), o Programa Nacional de Diesel Verde (PNDV) e o Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano.
Texto: Marcílio Albuquerque
Foto: Rafael Bandeira